terça-feira, 29 de novembro de 2011

Desabafo!

Vou desabafar, que afinal também é para o que isto serve. Como já disse há uns tempos atrás antes de vir para Angola tinha medo de tudo, de não gostar, de não me dar bem.... contava os dias que faltavam para voltar a Portugal, nem que fosse por dois dias para respirar um bocadinho, mas a verdade é que quando cheguei a Portugal, não nego que a sensação foi boa! Filas de trânsito organizadas, lavar os dentes com água da torneira, pão maravilhoso, a família, oa amigos, tudo bom, mas... mas descobri que tive saudades, descobri que afinal estava aqui bem, descobri que o meu lugar é aqui, ao lado da minha familia e no meu trabalho... obviamente com tudo o que tem de bom e de mau. Por isso falo que quando não estamos bem não adiantam queixas, tristezas, medos se nada fizermos para mudarmos a nossa vida. Se não estamos bem temos que arriscar, por muito que nos custe, por muito que um pedaço de nós fique no outro lado do mundo, por muito que nos apeteça, volta e meia, desistir, por muito que os nossos sentimentos sejam os nossos maiores inimigos. Arriscar é bom, vale a pena e muda-nos para sempre. Eu acho que hoje, sou uma pessoa um bocadinho melhor que era há 6 meses atrás. Já por isso valeu a pena.

1 comentário:

  1. A nossa casa estará onde estiver o nosso coração.
    Portanto, Angola com todos os seus altos e baixos é um lar, maravilhosamente, aconchegante. Sejamos, simplesmente, felizes onde estivermos. Um começo ou recomeço, em qualquer lugar, é sempre bom se acreditarmos que mudará positivamente a nossa vida.
    Hoje, não há qualquer serviço que seja para a vida.
    Quando iniciei a minha carreira profissional, pelas minhas contas, com cinquenta anos sabia que viria para uma feliz reforma.
    - Ainda jovem, pensava: farei tantas coisas!
    - 1.ª Resolução: voluntariado.
    Depois, foram alterando leis, congelados escalões nos vencimentos, cortes salariais, a idade da reforma passou para os cinquenta e cinco anos (se não alterar outra vez)…
    Primeiramente, fiquei magoada, revoltada,… enfim!
    Hoje, penso: tenho emprego, uma linda família, adoro o que faço...
    Portanto, vou deixar de me queixar e viver a vida da melhor forma.
    Viva a família, viva os amigos, viva a vida com tudo o que tem de bom e, de menos bom.
    É uma passagem. Vivamos da melhor forma! Beijinhos e seja sempre, sempre, sempre, feliz. Em Portugal ou noutro Continente qualquer

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