sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cuidado que este é grande!

Lá vou eu voltar ao costume..
Estar longe tem as suas chatices, que tem! É obvio que não se muda de país só porque sim, muda-se porque há um objectivo, um plano e que, como alguém uma vez me disse, os planos existem para serem seguidos. É claro que se pondera sempre MUITO, DEMASIADO, mas a verdade, é que uma vez tomada a decisão, as dúvidas e as saudades, e o "ai me Deus e agora?", " E se afinal não for?" aparecem para nos incomodar. A viagem no avião é a coisa mais inacreditável, os pensamentos que se tem, os sentimentos que se experimenta, as dúvidas, as incertezas, as certezas. Nem é bom pensar, nem é bom pensar em mim a fazer o check in sem conseguir parar de chorar, a passar no detector de metais sem conseguir parar de chorar, no controlo de passaportes sem parar de chorar, a entrar no avião com a minha filha ao meu colo a dormir e eu sem parar de chorar... A aterrar no aeroporto de Luanda e estar vazia de sentimentos parecia que tinha feito um "reset" (sim, eu disse reset) aos sentimentos e estava à espera que começasse a sentir os novos, entrar efectivamente dentro do aeroporto e pensar "Man... será que fiz bem?".
A resposta é: SIM, fiz bem. Fiz bem  e é provável que consiga endireitar a minha vida, trabalho muito, muitas horas, muitos dias, faz-se esforços desmedidos às vezes para conseguir uma coisa simples, mas sei que fiz bem, fiz o que devia fazer. Os primeiros dias custaram-me, custaram-me muito, mas agora já estou bem.
O pior de tudo são as saudades de casa, dos amigos, da familia, das caminhadas junto à praia, da liberdade de ir ao shopping sozinha, de andar de carro com os vidros abertos, do chocolate Nestlé, do 1/4 de Vigor, do meu smart...
Há dias que as saudades apertam tanto que quase sufocam, há outros dias em que tenho vontade de mandar tudo para o ar  e voltar para Portugal, mas depois passa e eu lá me acalmo
Vai correr tudo bem, eu sei que vai!

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